segunda-feira, 12 de abril de 2010

Observações e Ponderações

Quando estou na sala de aula com meus alunos, passando atividades, explicando, corrigindo,observo os alunos e suas ações e reações.
Por que há alunos que se dedicam, gostam de escrever, realizar as atividades. Há aqueles ainda que tem sede de saber. São rápidos e buscam mais e mais, precisando às vezes freá-los. Esses vão auxiliando os colegas mais atrasados.
Tem aqueles que vão fazendo aos poucos, param, conversam, trocam idéias, continuam suas atividades e terminam. Mas ainda temos os alunos que fazem de tudo pra não fazer as tarefas, pedem para tomar água, para ir ao banheiro, reclamam de um ou outro colega que estão encomodando-os, ou que estão sem lápis, sem borracha, estão com dor de cabeça, e assim vai por aí a fora. São crianças que gostam de brincar e se divertir, porém quando chega na hora de fazer as atividades, não flui.
Com uma turma tão heterogênea, busco fazer a diferença atendendo todos da melhor forma. Preciso contar com a ajuda dos pais, respaldando a realização das tarefas de casa, mas isso também não acontece no geral. Estou no ritmo do "rebolation" pra ver se dou conta, rsrsrs...
A amizade, o afeto eu já tenho deles, preciso aos poucos ir contornando essas pequenas grandes barreiras que se fazem presentes na vida deles e, que dificultam a aprendizagem, o sentir-se livre para voar, ousar, aprender.

domingo, 4 de abril de 2010

Desafios

Na turma onde leciono há vários alunos que apresentam TDAH. Então considero um desafio ensinar, problematizar, estimular, provocar a curiosidade, a necessidade e o prazer em aprender a ler e escrever. Há dois repetentes na turma. Um deles com problemas fonológicos. Também, há aqueles que não se desenvolveram como deveriam no Programa Alfa e Beto, vindos das outras duas turmas existentes e uns sete alunos da minha turma. Ao todo são quatorze crianças que precisam ser recuperadas numa turma de trinta educandos. Penso que o Programa é bom e pode ser desenvolvido, porém só através da ludicidade podemos recuperar esse atraso no desenvolvimento cognitivo desses pequenos.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Hiperatividade e falta de atenção

De todas as situações que ocorrem na escola, o TDHA (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade)vem ganhando espaço nas escolas. E não são resolvidos ou ou amenizados os casos existentes, visto que, há uma fila enorme para atendimento via município e os pais não percebem a necessidade deste auxílio ou não tem como custear o tratamento.
Crianças bem ativas, agitadas ou distraídas frequentam as nossas salas de aula. Isto interfere na vida e no desenvolvimento normal delas.
A família deveria ser parceira na busca da solução para estes casos.
O professor tenta de todas as maneiras ajudar, mas o efeito não é o mesmo.
À medida que a criança vai crescendo, o seu desenvolvimento cognitivo não acompanha, ocorrem muitos conflitos nas relações familiares e socias. Um por falta de concentração, outro por falta de atenção. E agora professor?

terça-feira, 23 de março de 2010

Descobrindo limitações, propondo superações

Na turma encontramos crianças com características distintas. Temos os sem limites, os que não acompanham, pois não copiam, são desatentos e desorganizados. Temos os que copiam as atividades, porém estão no meio do processo, adquirindo autonomia na leitura. E ainda, aqueles que leem e realizam com muita rapidez as atividades.
Precisa haver um bom jogo de cintura para dar conta de todos. Os novos não foram muito bem recebidos por alguns, que já faziam parte da turma. Mas aos poucos eles vão se conhecendo e se adaptando a nova realidade. Na turma há dois afro-descendentes. Uma menina já estava na turma e o menino chegou este ano. Ele falta muito as aulas.
Todas essas observações servirão de base para uma estratégia de trabalho.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Estágio 2010/1

Meu pbwiki é http://marialucia164240.pbworks.com


Vou realizar meu estágio com uma turma de 2° ano, dando continuidade ao Projeto Alfa e Beto, iniciado no ano anterior.
A turma era de vinte e um alunos. Hoje estamos em vinte e nove crianças.
Há dois repetentes de 1ª série e nove alunos que não completaram as etapas do programa.
Nesta estamos trabalhando o nome completo. Também estamos descobrindo preferências e dados sobre a vida das crianças. Posteriormente faremos gráficos.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Papel do Professor

Quando da nossa formação, no Ensino Médio, para o Magistério das séries iniciais, a preocupação que tínhamos e que nos foi passada sobre a importância da Didática no processo ensino-aprendizagem. Vencer os conteúdos, manter a disciplina da turma, ter autoridade...
Passamos por diversos governos e ideologias. E aprendemos com todas.
Hoje, analisando o contexto, vejo que o professor não é um mero transmissor de conhecimento. O aluno no processo educacional é visto como um fator essencial para a construção do conhecimento, e não só como um mero recebedor de conteúdos. A busca pelo saber não está ligado tão somente ao ato de ouvir, copiar e fazer exercícios. Se pensarmos sobre este aspecto, os alunos devem permanecer calados e quietos em suas carteiras, entretanto, não é o que ocorre sempre.
É fundamental a participação ativa dos alunos na apropriação do conhecimento, na troca com os colegas, na desacomodação promovida pelo professor.
O ato educativo envolve o conhecimento prévio, toda a bagagem anterior do educando e o que ele faz com os novos subsídios acrescidos na escola.
Outra questão que deve ser levada em conta é sobre o despertar da criticidade no aluno. Ao envolver-se com assuntos políticos, sociais e culturais que existem no meio em que vive, interage com os colegas e forma opinião.
O professor como sujeito da história deve estar engajado a todas essas questões. Não adianta o professor usar de demagogia na sua prática ele deve ser verdadeiro, visando uma prática transformadora. Os alunos devem sentir o comprometimento do professor dentro do processo de ensino. Por isso dizemos que o professor é um formador de opiniões e não apenas um transmissor de conhecimentos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Avaliação

Um instrumento que utilizamos para mensurar graus de conhecimento, a avaliação, tem sua importância e destaque no processo educacional.
Quando recebemos os alunos no início do ano, averiguamos qual a bagagem de conhecimento que ele traz consigo. Depois, analisamos os alunos em relação ao coletivo, sobre o domínio de conteúdos, processos mentais que realizam, sobre atitudes e mudanças evidenciadas.
Então, começamos a entender os nossos alunos e propiciar atividades que provoquem sua curiosidade, que os levem ao encontro do saber.
Para que a aprendizagem ocorra é necessário que o aluno não tenha medo de errar, de tentar, de ousar, de pensar, de refazer, de viver. Precisa ser algo que demande alegria e prazer, tanto para quem ensina, quanto para quem aprende.
“O professor deve elogiar o aluno quando este obtiver sucesso na aprendizagem, e demonstrar interesse pelo aluno que não logrou êxito, incentivando-o e dando-lhe liberdade para que com outras alternativas, obtenha o resultado certo.” (Sant’Anna, p. 15)
Então, chega o momento em que é necessário fazer uma avaliação, mensurar, classificar.
Nesse sentido, a avaliação não deve ser vista ou usada como algo para ralar os alunos bagunceiros ou beneficiar os mais bonzinhos. Ela deve ser o retrato fiel da construção do conhecimento, as superações de etapas e dificuldades, mudanças de comportamentos.
“Avaliar significa atribuir um valor, não implica em desvalorização.” (Sant’Anna, p.16)
Uma prática muito boa é a auto-avaliação para todos os envolvidos nesse processo.
Saber-se avaliar, quão foi seu comprometimento no processo de ensino-aprendizagem, para após uma boa reflexão, dar prosseguimento a jornada com mais tranqüilidade.
Por isso, a avaliação deve ser mais justa, mais digna e humana. Usar ações que realmente irão nortear a aprendizagem e critérios que irão orientar uma boa avaliação.
Avaliamos as aprendizagens que o aluno construiu, sua interação com os outros e com a natureza.
Este tema é muito instigante, pelo fato de que, nunca estamos seguros quanto à avaliação que fazemos. Não podemos pensar só com a razão. Há todo um histórico, uma caminhada a ser analisada sobre os progressos dos alunos. O que pode impedir um processo normal é o ritmo de cada indivíduo. E isso deve estar bem claro para nós professores quanto para os pais. Os castigos provenientes de uma não aprendizagem podem melindrar ainda mais o quadro daquele aluno que o apresenta.
Por isso, pais e professores devem estar sempre em contato para analisar os progressos das suas crianças, para entender e buscar juntos o sucesso dos mesmos.
Referência
SANT'ANNA, Ilza Martins. Porque avaliar? Como avaliar? Critérios e Instrumentos. 5ª ed. Petrópolis: Vozes, 1999