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domingo, 25 de novembro de 2007

REPENSANDO A AVALIAÇÃO

Um instrumento que utilizamos para mensurar graus de conhecimento, a avaliação, tem sua importância e destaque no processo educacional.

Quando recebemos os alunos no início do ano, averiguamos qual a bagagem de conhecimento que ele traz consigo. Depois, analisamos os alunos em relação ao coletivo, sobre o domínio de conteúdos, processos mentais que realizam, sobre atitudes e mudanças evidenciadas.

Então, começamos a entender os nossos alunos e propiciar atividades que provoquem sua curiosidade, que os leve ao encontro do saber.

Para que a aprendizagem ocorra é necessário que o aluno não tenha medo de errar, de tentar, de ousar, de pensar, de refazer, de viver. Precisa ser algo que demande alegria e prazer, tanto para quem ensina, quanto para quem aprende.

“ O professor deve elogiar o aluno quando este obtiver sucesso na aprendizagem, e demonstrar interesse pelo aluno que não logrou êxito, incentivando-o e dando-lhe liberdade para que com outras alternativas, obtenha o resultado certo.” (Sant’Anna, p. 15)

Então, chega o momento em que é necessário fazer uma avaliação, mensurar, classificar.

Nesse sentido, a avaliação não deve ser vista ou usada como algo para ralar os alunos bagunceiros ou beneficiar os mais bonzinhos. Ela deve ser o retrato fiel da construção do conhecimento, as superações de etapas e dificuldades, mudanças de comportamentos.

“Avaliar significa atribuir um valor, não implica em desvalorização.” (Sant’Anna, p.16)

Uma prática muito boa é a auto-avaliação para todos os envolvidos nesse processo.

Saber-se avaliar, quão foi seu comprometimento no processo de ensino-aprendizagem, para após uma boa reflexão, dar prosseguimento a jornada com mais tranquilidade.

Por isso, a avaliação deve ser mais justa, mais digna e humana. Usar ações que realmente irão nortear a aprendizagem e critérios que irão orientar uma boa avaliação.

Este tema é muito instigante, pelo fato de que, nunca estamos seguros quanto à avaliação que fazemos. Não podemos pensar só com a razão. Há todo um histórico, uma caminhada a ser analisada sobre os progressos dos alunos. O que pode impedir um processo normal é o ritmo próprio de cada indivíduo. E isso deve estar bem claro para nós professores quanto para os pais. Os castigos provenientes de uma não aprendizagem podem melindrar ainda mais o quadro daquele aluno que o apresenta. Por isso, pais e professores devem estar sempre em contato para analisar os progressos das suas crianças, para entender, e buscar juntos o sucesso dos mesmos.

sábado, 24 de novembro de 2007

REFLEXÃO SOBRE O FAZER PEDAGÓGICO

Constantemente, nos pegamos refletindo sobre quais as práticas que norteiam o nosso trabalho. Acreditamos que estas e outras reflexões façam parte do dia-a-dia do professor que busca uma postura diferenciada para poder atender a demanda.
É importante sabermos quais as concepções de educação, quem faz ou quem participa do processo, como realiza ou constrói o conhecimento, embasado em que... Estas são perguntas que desacomodam nossa prática. Nesse sentido retrocedemos no tempo e lembramos de várias situações onde não soubemos administrar com sucesso, ou melhor, falhamos. Sabemos que, assim como os alunos, nós também, desenvolvemos aprendizagens e conhecimentos e isto é uma constante, porém devemos ter cuidado, pois lidamos com crianças e adolescentes.
Toda essa gama de informações que nos são apresentadas nos pressiona para buscarmos instrumentos e efetivarmos nossa prática pedagógica. Resta-nos realmente, encararmos o desafio de construir novas bases para uma ação pedagógica conjunta, com princípios descentralizadores e flexíveis que contemplem os eixos da autonomia e da participação responsável.
O saber (fatos e conceitos), o saber fazer (procedimentos) e o ser/conviver (valores, atividades, normas) deverão estar presentes no planejamento do educador, servindo de elementos de auto-formação, na medida em que possibilita o pensar mais sistematizado sobre a realidade, sobre a proposta, sobre a prática pedagógica.
Cabe, então, ao educador resgatar o seu saber docente, a sua cultura pedagógica e de seu grupo e sua condição de sujeito de transformação.
Quando foi implementado, o Referencial Curricular Nacional, através do PRC, nos seus princípios e fundamentos teóricos, este primou por uma educação compatível com as necessidades da sociedade, por isso deu "asas" para a escola, que sempre almejou e lutou por um espaço na construção de uma escola que seja o centro de aprendizagens compartilhadas, que construa o seu próprio projeto de vida e que reflita a sua interação com a comunidade e com seu tempo.
Agora este espaço faz parte das instituições de educação, basta colocá-lo em prática, sendo o educador co-responsável por esta dinâmica e devido a isto deve estar sempre preparado.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Projeto Político-pedagógico

Navegando no Google, garimpando os assuntos que estudamos encontrei um artigo de Paulo Roberto Padilha que trata sobre Projeto Político-pedagógico - Caminho para uma Escola Cidadã mais bela, prazerosa e aprendente, que no seu primeiro parágrafo, com uma linguagem simples e de fácil entendimento para todos, reflete o meu pensamento sobre o PPP, inclusive já comentado em outra ocasião:

"
O projeto político-pedagógico (PPP) da escola pode ser inicialmente entendido como um processo de mudança e de antecipação do futuro, que estabelece princípios, diretrizes e propostas de ação para melhor organizar, sistematizar e significar as atividades desenvolvidas pela escola como um todo. Sua dimensão político-pedagógica pressupõe uma construção participativa que envolve ativamente os diversos segmentos escolares. Ao desenvolvê-lo, as pessoas ressignificam suas experiências, refletem suas práticas, resgatam, reafirmam e atualizam valores, explicitam seus sonhos e utopias, demonstram seus saberes, dão sentido aos seus projetos individuais e coletivos, reafirmam suas identidades, estabelecem novas relações de convivência e indicam um horizonte de novos caminhos, possibilidades e propostas de ação. Este movimento visa à promoção da transformação necessária e desejada pelo coletivo escolar e comunitário. Nesse sentido, o projeto político-pedagógico é praxis, ou seja, ação humana transformadora, resultado de um planejamento dialógico, resistência e alternativa ao projeto de escola e de sociedade burocrático, centralizado e descendente. Ele é movimento de ação-reflexão-ação, que enfatiza o grau de influência que as decisões tomadas na escola exercem nos demais níveis educacionais."

Penso que devia contemplá-lo no blog, uma vez que temos a tarefa de rever o PPP, anualmente, buscando atualizá-lo conforme as necessidades da comunidade escolar. Sou simpatizante do resgate de valores já quase esquecidos ou substituídos pela globalização e pela velocidade das informações. As pessoas não tiram tempo para observar, refletir, ressignificar. Claro que, devemos acompanhar a tecnologia, mas não esquecer da nossa principal condição humana: o ser, o relacionar-se, o com(n)viver, ainda mais dentro de uma escola onde temos a oportunidade de trocar conhecimentos e experiências.