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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Valores, princípios, virtudes ... onde estão?

Lidamos, diariamente, com crianças que apresentam falta de limites, transgridem regras ... Em conversa com colegas professores, ouvimos: "a culpa é da família", "não há mais referência familiar, por isso este caos", "a culpa é da TV", "as crianças assistem os desenhos com lutas e querem fazer o mesmo na escola"...
O que fazer?
Na escola, tentamos ser mais rigorosos, impondo regras.
Pode ser um caminho, mas não resolve.
Na verdade, a escola, hoje precisa investir em educação moral(aquela que foi retirada dos currículos.
Ética, princípios, valores, virtudes foram, por nós, aprendidos em outras épocas, no entanto, fazem parte de nossa vida.
O bom senso nas relações socias não existe mais. Vemos a intolerância na mídia.
Por isso, precisamos resgatar estes temas e trazê-los para a escola.
Os temas transversais criados para tal, não estão sendo trabalhados nas escolas como deviam, logo, não surtiram o efeito.
Ives de La Taille, professor da USP defende: "que a escola ajude a formar pessoas capazes de resolver conflitos coletivamente, pautados pelo respeito e princípios discutidos pela sociedade".

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

ENTRE OS MUROS DA ESCOLA

Quando assisti ao filme, percebi que a distância geográfica não faz diferença no que tange a comportamentos e atitudes dos nossos jovens.
Tanto aqui como na França nos deparamos com várias situações conflitantes.
Nosso jovem não se conhece, não se ama. Por isso age de forma agressiva, tentando se defender de tudo que pensa ir de encontro a sua pessoa. Sem se dar conta, acaba entrando em conflito consigo mesmo.
Em sala de aula, ambiente prodigioso e cheio de oportunidades, podemos fazer com que nossos alunos se conheçam melhor e gostem do que são.
Pensamos sempre que os alunos são muito atrevidos, desrespeitosos quando rebatem nossas falas ou se mostram contrários ao nosso pensamento.
Mas nosso papel não é o de formar cidadão críticos, capazes de competir no mundo a fora?
Penso que François Marin foi sensível em certos aspectos, quando desacomodou seus alunos fazendo eles se conhecerem e se darem a conhecer.
Usou da sua disciplina o Francês para tocar a consciência dos alunos.
Também perdeu a cabeça, quando comparou as alunas a figuras vulgares.
Mas, será que ele estava tão errado assim? Não agüentamos ouvir verdades. Na realidade, somos acostumados a adular o ego um dos outros e quando se faz necessário usar de palavras mais bruscas, somos rechaçados como ofensores e desrespeitosos.
Dar-se conta que houve aprendizagem, querer lançar-se ao novo, ousar, para muitas pessoas é difícil,pois a cada nova aprendizagem supõe-se uma nova etapa a ser superada.
O que importa é que no final todos aprendemos alguma coisa, como no filme.

VALORES

Através dos valores expressamos nossas convicções e crenças em relação à vida e modo de ser.
Deste modo, percebemos que uma educação voltada para as transformações e mudanças necessita centrar-se nos princípios de igualdade, fraternidade e solidariedade, valorizando o indivíduo sem distinções ou discriminações, favorecendo o seu desenvolvimento integral.

HERANÇA

Os pais, na grande maioria, têm uma preocupação em construir um patrimônio para seus filhos.
Na realidade, os bens materiais são importantes para garantir nossa sobrevivência. Mas não é só isso.
Nada adianta ter bens materiais e não ter maturidade e responsabilidade para geri-los.
Quando adolescentes, nos caracterizamos por sermos materialistas e valorizar o imediatismo, buscando algum tipo de satisfação.
Nossa herança principal não são os bens materiais, mas as semelhanças físicas, a postura, as manias, os princípios e tantas outras características.
Além disso, recebemos valores que são eternos, pois jamais se dissiparão com o tempo, pelo contrário se perpetuarão de geração em geração.
O maior bem que os pais podem deixar para seus filhos é a educação através do exemplo positivo.
Mas como fazer isto?
Basta viver com dignidade, de forma correta, proporcionando as condições necessárias para que os filhos construam um futuro com base sólida.

VIOLÊNCIA NA ESCOLA

Sabemos que a escola não está isolada do mundo. Ela agrega pessoas de toda parte. Porém essas pessoas andam mais embrutecidas, acuadas. A violência está solta por aí. Casos de roubo, tráfico, corrupção, desrespeito e preconceito assolam nossa sociedade.
Mas afinal, onde estão os valores, que outrora eram tão exigidos na família?

A escola sofre com o descaso, porque ela é quem deveria fazer a diferença e sente-se de “mãos amarradas”.
Como preparar os jovens para a vida e recompor os valores deteriorados?
Nesse sentido não se pode ignorar a existência da violência e suas práticas. È necessário trazê-las para a escola e analisá-las.
Da mesma forma, situações como agressão em alunos, livros roubados, assédio, desrespeito com funcionários, ofensas contra/entre professores e alunos precisam ser enfrentadas com firmeza.
A escola deve contrapor esta cultura de violência.
Deve se posicionar e não ficar em cima do muro.
Mas quem é a escola?
É toda uma comunidade escolar que abrange direção, coordenação, professores, funcionários, alunos e pais.
A partir de um diálogo com todas as partes, estabelecer metas, desenvolver projetos que envolvam esta comunidade.
Na verdade, a escola deveria contrapor com ações preventivas, anteriores, motivadoras da sua comunidade, coibindo a violência e garantindo a formação do seu jovem.