sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Trabalho e Educação

A sociedade sofre grandes transformações na esfera política, econômica e social, exigindo um trabalhador mais capacitado, dinâmico, reflexivo e polivalente, capaz de atuar na realidade social. A sociedade evolui de um período onde o trabalhador deveria ser especializado em uma determinada função, realizando tarefas pré-determinadas pelos seus superiores, para um período em que a dinamicidade e a formação do trabalhador é fator de sobrevivência.
Com essas transformações a escola é desafiada a repensar seu papel diante o meio social, formando alunos mais capazes para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e condutas que facilitem o enfrentamento de situações dinâmicas. A escola deve preparar o aluno para a comunicação em massa, para resolver problemas práticos utilizando conhecimentos científicos, buscando se aperfeiçoar continuamente com responsabilidade, criatividade e criticidade.
A preocupação com a formação cidadã do educando necessitaria ser uma das preocupações primordiais da escola. Um novo ano se inicia, esse seria um bom tema para ser discutido com o grande grupo na escola, objetivando nosso trabalho docente.

Adaptando a Inclusão

Uma das coisas mais interessantes que aconteceu comigo na escola foi o trabalho com crianças com NEEs diagnosticadas e não diagnosticadas. Por se constituírem de possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos, as adaptações curriculares, caem no nosso planejamento como algo que garanta aos alunos com NEEs a participação integral em um ambiente rico de oportunidades educacionais e com resultados favoráveis.
Existem professores que "não aceitam" e não entendem sobre as implicações que um trabalho desse caráter na vida da escola.
Todo o trabalho bem planificado com ações docentes bem fundamentadas através de critérios que a definem, possibilitará a promoção dos alunos.
Também as ações bem como as necessidades da escola para atender os NEEs devem estar previstas no PPP.
O que se pretende é a busca de soluções para as necessidades específicas do aluno e, não, o seu fracasso dentro do processo ensino-aprendizagem.
Precisamos estar cientes que as adaptações devem ter como foco as capacidades, o potencial e não as deficiências e limitações do aluno.
Assim, apesar que muitas pessoas discordem, essa é a única maneira de garantir que os NEEs não sejam excluídos. Dá trabalho? Dá. Mas também muita satisfação.

Divagando sobre qualidade de ensino

O processo educacional, a melhoria pedagógica e o compromisso social têm que caminhar juntos. Um bom ensino por parte do professor não é sinônimo de uma boa aprendizagem por parte dos alunos. É imprescindível melhorar qualitativamente o ensino nas suas formas didáticas e na renovação e atualização constante dos conteúdos.
Educar não é apenas ensinar, mas criar situações de aprendizagem nas quais todos os alunos possam despertar, mediante sua própria experiência do conhecimento. A escola não pode ser vista como uma transmissora de conhecimentos, mas como uma organização que propicia vivências caracterizadas pelo aprender a aprender. Através da flexibilidade na forma de administrar este conhecimento e acompanhada de uma ética social democrática, a escola passa a ser centro por excelência em criar situações de aprendizagens, promover a desacomodação e o protagonismo entre seus alunos, na busca por soluções aos inúmeros problemas que vivemos no dia-a-dia.
O compromisso ético-político do educador deve revelar-se na excelência pedagógica e na colaboração para um clima de esperança no próprio contexto escolar
A questão da qualidade está intrinsecamente ligada a uma educação fundamental que lhe proporcione os meios para a satisfação de suas necessidades básicas de aprendizagem no que se refere a competências mínimas e flexíveis.

Desenvolvimento e Crise

O desenvolvimento garantiu ao mundo moderno grandes realizações.
A caminhada empreendida pela humanidade em busca de progresso e desenvolvimento em todas as áreas, chegou hoje a uma grande crise.
Foram muitas descobertas importantes e realizações que permitiram conforto e bem-estar a todos, tanto na tecnologia como na saúde, habitação, economia, política, educação e tantas outras.
Mas essa gama de desenvolvimento tem suas conseqüências. Digamos que tornou-se o ser humano mais individualista, egocêntrico. Tudo isso fez com que o homem deixasse de ser solidário, acreditando que bastava a si próprio e com isso, frustrando-se, tornando-se mais infeliz nas suas relações com as pessoas e com o mundo.Toda essa modernidade não tem sentido se não temos o outro com quem trocar.
A felicidade está naquilo que podemos fazer e viver, em virtude da solidariedade, do outro.
Se o homem conseguir alçar vôo através de uma retomada de consciência (tanto individual como coletiva) promovendo a transformação , a reconstrução a partir das sobras, todo esse embate terá tido valia.
Aí entra a educação. O que nós professores ensinamos aos nossos alunos?
O novo milênio nos propõe um desfio: o resgate da espiritualidade.
Durante anos de história da humanidade nos deparamos com avanços e retrocessos, separações, disputas, pilhagens, reconstruções. Ao desenvolver a mente o homem esqueceu da sua unidade com todas as coisas.
Houve uma grande divisão da humanidade: por relações, interesses, educação, crenças, política, condição humana, religião, desenvolvimento,etc.
Ter espiritualidade não está ligado a pertencer a uma religião. Muito pelo contrário. Para se ter uma religião é preciso antes ter espiritualidade, e isto , é muito mais amplo e se relaciona com todas as coisas e relações. Precisamos repensar nossa pirâmidade de valores, nossa vida, nosso trabalho, nossas relações, nossa ação-reflexão, nossos objetivos para chegarmos ao papel de uma pessoa espiritualizada, logo um professor também espiritualizado.
Precisamos viver inteiramente, despertar valores profundos, aproximar mais dos reais motivos da educação, do próprio ser.
Um professor espiritualizado aproveita as oportunidades de crescimento que a vida lhe oferece a todo instante e vai crescendo junto com o outro.É um ser sensível, empreendedor, colaborador e responsável.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Importância da Inclusão Digital para a Comunidade Escolar

Considerando os diversos recursos que a TV, os computadores e a internet oferecem ao processo educacional podemos promover muitas e significativas mudanças na organização e no cotidiano escolar e na maneira como se dão o ensino e a aprendizagem.
Permitindo se acessar informações, realizar comunicação a grandes distâncias e de forma rápida, bem como, pesquisar e buscar soluções cada vez mais atuais e eficientes para os nossos problemas, também conhecer o mundo em que vivemos sem nos deslocarmos, e ainda desenvolver novos níveis de relacionamento na rede, tudo isso, através da oferta de tecnologia. Na escola deve haver uma reflexão ligada a inclusão digital. Possibilitar não só aos alunos, mas a toda a comunidade escolar, o acesso a tecnologia, propiciando o crescimento pessoal e o desenvolvimento de habilidades. Assisti uma reportagem que conta a história de uma empregada doméstica que se apropriou da tecnologia. Hoje, juntamente com sua ex-patroa, mantém um lan house para inclusão digital na comunidade onde ela reside.
Não possibilitar o acesso à informação pode gerar um elemento de discriminação: o analfabetismo digital.
Podemos superar essa questão estabelecendo no Projeto Político-pedagógico da escola a possibilidade de acesso da comunidade escolar através de situações pedagógicas e permitindo a autonomia da mesma na gestão desse processo, todo o tipo de produção do conhecimento, utilizando os recursos próprios (correio eletrônico, msn,...).
Também os próprios professores estarão se atualizando e promovendo o que chamamos de formação continuada, utilizando esses recursos buscando qualificar sua ação pedagógica.

VELHICE

"Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a. Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem, Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos anos, estes ainda reservam prazeres."
Sêneca
Devido ao aumento progressivo da longevidade e da expectativa de vida, a idade estabelecida para esta fase é de 75 anos. Isto é, quando se encerra a fase economicamente ativa da pessoa e começa a aposentadoria.
Em muitas culturas e civilizações, principalmente as orientais, o velho, o idoso é visto com respeito e veneração, representando uma fonte de experiência, do valioso saber acumulado ao longo dos anos, da prudência e da reflexão. Enquanto em outras, o idoso representa o velho, o ultrapassado e a falência múltipla do potencial do ser humano.
Nessa fase sempre ocorrem mudanças biológicas, fisiológicas, psicossociais, econômicas e políticas que compõe o cotidiano das pessoas. Os sinais característicos dessas mudanças são nítidos por conta da ação do tempo e social. Aparecimento de rugas e progressiva perda da elasticidade e viço da pele; diminuição da força muscular, da agilidade e da mobilidade das articulações; aparição de cabelos brancos e perda dos cabelos, redução da acuidade sensorial, da capacidade auditiva e visual; distúrbios do sistema respiratório, circulatório; alteração da memória, estas e outras são características dessa fase.
Também podemos elencar a consciência da aproximação do fim da vida; suspensão da atividade profissional por aposentadoria: sensação de inutilidade; solidão; afastamento de pessoas de outras faixas etárias; segregação familiar; dificuldade econômica; declínio no prestígio social, experiências e de valores fazem parte desta etapa.
Muitas pessoas só se preocupam com esta fase, quando já se encontram nela e sentem seus efeitos.
Outras pessoas, porém, desde a fase adulta já preparam o caminho, buscando qualidade de vida através de atividades físicas, alimentação balanceada, atividades prazerosas, convivência em grupos e até trabalhos voluntários.
Penso que muitos de nossos velhos estão vivendo bem, porém existem aqueles que ainda sofrem discriminação e são excluídos.
Cabe a cada pessoa refletir sobre como tratamos nossos velhos, quanto lhe damos atenção que tanto precisam. Uma coisa é certa, um dia todos chegam lá.

sábado, 13 de setembro de 2008

Quando a escola também aprende

Já ouvi falar que "a escola deixou de ter qualidade" ou “meu filho não estuda em determinada escola, porque o ensino ali é fraco". Essas palavras e outras me deixam muito triste, porque sempre apostei todas as fichas na educação e, também, procurei realizar um ótimo trabalho com os alunos, tanto na parte cognitiva como na afetiva (que é a mais afetada).
Mas, então, questiono... Será que a escola está "pecando" quanto a sua função? Os pais, também, não estão negligenciando?
Na realidade, o professor não apenas ensina ou troca conhecimentos, ele dá toda a sustentação emocional que a criança precisa, que é necessária para que ocorra a aprendizagem.

Outro fato importante é que os professores precisam inovar suas atividades, diariamente, para não perder para a tecnologia.

Por isso precisamos resgatar a participação efetiva da comunidade escolar na vida da escola. Uma participação entusiasmada, alegre, curiosa e prazerosa.

Para isso devemos repensar as práticas rotineiras, acomodadas e sem informação e atualização.

Apesar do grande descaso de nossos governantes com a educação, mesmo assim, ainda somos a diferença e podemos fazê-la, mas nunca sozinhos. Precisamos estar de mãos dadas com todos que fazem parte desse universo escolar, buscando juntos as melhorias necessárias, qualificando, em todos os aspectos, a educação e avaliando as etapas dessa caminhada, para alcançarmos não uma escola utópica, mas uma escola que caminha e aprende junto com seus educandos e com sua comunidade.