sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A ESCOLA É DE TODOS

A inclusão cresce a cada ano e, com ela, o desafio de garantir uma educação de qualidade para todos.
Nesta escola inclusiva, os alunos precisam aprender a conviver com a diferença e se tornam cidadãos solidários.
Mas sabemos que ainda existem crianças escondidas em casa ou isoladas em instituições especializadas.
Estando na escola as crianças com ou sem necessidades especiais vão conviver e experimentar a diversidade, partilhar conhecimentos.
Sabemos que ao conviver com a diferença colaboramos na formação de adultos tolerantes, mais solidários e responsáveis pelos outros.

VIOLÊNCIA NA ESCOLA

Sabemos que a escola não está isolada do mundo. Ela agrega pessoas de toda parte. Porém essas pessoas andam mais embrutecidas, acuadas. A violência está solta por aí. Casos de roubo, tráfico, corrupção, desrespeito e preconceito assolam nossa sociedade.
Mas afinal, onde estão os valores, que outrora eram tão exigidos na família?

A escola sofre com o descaso, porque ela é quem deveria fazer a diferença e sente-se de “mãos amarradas”.
Como preparar os jovens para a vida e recompor os valores deteriorados?
Nesse sentido não se pode ignorar a existência da violência e suas práticas. È necessário trazê-las para a escola e analisá-las.
Da mesma forma, situações como agressão em alunos, livros roubados, assédio, desrespeito com funcionários, ofensas contra/entre professores e alunos precisam ser enfrentadas com firmeza.
A escola deve contrapor esta cultura de violência.
Deve se posicionar e não ficar em cima do muro.
Mas quem é a escola?
É toda uma comunidade escolar que abrange direção, coordenação, professores, funcionários, alunos e pais.
A partir de um diálogo com todas as partes, estabelecer metas, desenvolver projetos que envolvam esta comunidade.
Na verdade, a escola deveria contrapor com ações preventivas, anteriores, motivadoras da sua comunidade, coibindo a violência e garantindo a formação do seu jovem.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Experiência da Análise

Ao visitar os blogs das colegas percebi a grandiosidade das experiências que são descritas e, da mesma forma, trocadas com as colegas.
Os registros são importantes para que possamos comprovar o nosso estudo e nossa aprendizagem. Desta forma, colegas e professores podem colaborar e interferir provocando novas reflexões.
Essa interferência é importante, pois desacomoda nossas certezas, faz-nos repensar sobre nossa prática e nosso estudo.
Analisando a regularidade das postagens, observei a importância de acompanhar o processo de aprendizagem e as análises deste processo contando com os comentários feitos pelos professores, tutores e colegas que podem confirmar ou desacomodar nosso pensamento frente aos conceitos e práticas diárias.
Cada vez mais se acentuam a preocupação com as evidências e os argumentos na elaboração de nossos textos.
Esta sendo valorosa a experiência frente aos conceitos que se interligam e nos levam de encontro com nossa práxis.

Analisando os Blogs das Colegas

Visitei os blogs de duas colegas: Isabel Machado e Ivone da Luz. Em ambos os blogs percebi que as colegas registraram suas aprendizagens refletindo sobre o foi estudado e as experiências vivenciadas no dia-a-dia.
Houve reflexão a partir dos comentários feitos pelos professores e tutores nos blogs,confirmando assim a aprendizagem ocorrida.
Também observei que as colegas fizeram postagens para todas as Interdisciplinas com regularidade, relacionando a teoria com a prática, dando exemplos de fatos ocorridos com alunos, amigos e familiares. Da mesma formas as colegas apresentaram evidências de suas aprendizagens apresentando argumentos que comprovam trabalho e a aprendizagem.

domingo, 5 de abril de 2009

Situações étnico-raciais na escola

Sempre tive relacionamento com pessoas negras na vizinhança e principalmente nas escolas (eram alunos e professores).
Nunca tive nenhum preconceito, freqüentava a casa das minhas colegas de aula do EF, me relaciono com os alunos nas diversas idades e com os colegas professores.
Mas já vi e ouvi muitas coisas.
Sempre tem num grupo de pessoas as piadistas. Mas geralmente elas contam piadas variadas envolvendo vários assuntos. Neste caso havia uma colega que só contava piada de negro e na escola haviam professores negros. Soava muito mal. Eu ficava me perguntando será que se a pessoas que contava as piadas fosse negra, gostaria de ouvir o que conta? Os outros colegas riam, pareciam não imaginar o que estava por trás da simples piada. Claro que os colegas negros poderiam levar na brincadeira e nem ligar. Mas é muito constrangedor.
No ano passado houve uma situação onde uma colega estava limpando sua bolsa e teceu o seguinte comentário: "esta bolsa está mais fedida que negro". Na mesma mesa havia uma colega negra sentada fazendo seu planejamento. Deve ter contado todos os fios de cabelo para depois dizer que "existe negros muita mais limpos que muito branco por aí! Isso é uma questão de educação."
Assim como boicote a projetos que se iniciaram e não tiveram continuidade por falta de apoio.
Não vejo diferença nas pessoas, nem pela cor nem pela condição física, o que importa é o que temos dentro de nós e o que fazemos com isso.

domingo, 29 de março de 2009

Experiências na Inclusão

Eu trabalhei com uma classe especial -alfabetização, há muito tempo atrás na escola do município. Eram alunos que, numa classe regular não acompanhavam, ou melhor “atrapalhavam” os ditos normais. Na época eu estava grávida da minha filha. Nesta classe tinha alunos de idades distintas, alturas variadas e da mesma forma, diagnósticos diferentes. Não recebi nada a mais por trabalhar numa classe especial. Mesmo não precisava, porque o resultado do meu trabalho não teve preço. Entre meninas e meninos, tínhamos crianças calmas e agressivas. Lembro-me que a SMED mandava material exclusivo para a turma e a diretora boicotava. Que Deus a tenha.
Dentro do ensino-aprendizagem os alunos se desenvolveram bem. Durante no mês de outubro teve uma gincana para os alunos e os meus alunos foram bem, ganharam medalhas de 2º lugar. Apesar do medo que eles tinham e da timidez consegui fazê-los sentirem-se fortes e aptos. E todas as atividades que eles não se saíram bem, eu as retomei nas aulas para que conseguissem lograr êxito.
É bom lembrar essa época, tenho saudades.
Teve um dia que o José era mais alto que eu, mas muito bonito resolveu que iria atirar uma classe no colega e eu fiquei na frente do menino argumentando para que o José não fizesse isso. Dava um medo. Mas, ao mesmo tempo em que eu falava com o menino, eu rezava. A mãe dele também tinha problemas mentais, quando era chamada queria bater na diretora, na professora. Mas isso ela nunca fez comigo, pois eu a tratava com carinho e elogiava as atitudes e aprendizagens positivas do José.
Havia outro menino, que tinha uma válvula na cabeça, não recordo o nome dele, mas consigo lembrar o seu rosto. Tinha pouco cabelo, uns fios. A tia que trazia ele. Ela contou-me que ele tinha poucos dias, meses ou anos de vida. Ele tinha um rosto bochechudo também era bonito. Tinha dificuldade motora fina e ampla, mas era muito interessado. Soube que já é falecido.
Outra experiência foi com o filho de um casal de primos. Eles tiveram um menino, que na hora do parto o cordão umbilical sufocou o bebê ao se enrolar no pescoço dele. Esse fato comprometeu todo o funcionamento nervoso. Não anda, não come sozinho, não faz suas necessidades sozinho, alguns sons ele consegue emitir como “aga” para água por exemplo. É muito inteligente. Esse menino eu trabalhei com ele alfabetização com muito material audiovisual na casa dele.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Minhas Aprendizagens no Eixo 5

Deixando os senões de lado, aproveitando só as partes boa(nas que eu participei, hehehe). Quando analisamos a escola em todos seus aspectos, percebi que somos parte imprescindível, não só na estrutura organizacional, mas como articuladores da vida, do fazer pedagógico, da desacomodação. Nossa relação com as demais pessoas na comunidade escolar são à nível cognitivo e afetivo. Há um envolvimento com as ações e seus atores.
Nosso cotidiano mistura-se: trabalho, estudo, vida pessoal, lazer, família. Mesmo organizados em tempo e espaço, estamos ligados. Penso que isso é bom. Sentir a compreensão dos outros, receber ajuda, trocar idéias, etc.
Muitas vezes nos envolvemos com as famílias de nossos alunos, de certa maneira é bom e produtivo, pois da mesma forma que esperamos algo de alguém, existe muitas pessoas esperando algo da gente, ainda mais na nossa profissão.
Assim como ensinamos, também aprendemos, inclusive através dos nossos erros e desleixos.
Por isso não podemos deixar de manter uma formação continuada, pois só assim seremos capazes de acompanhar as transformações que ocorrem no mundo, não esquecendo que nossa participação na tarefa de cuidar do planeta é de suma importância, visto que nossa vida e dos demais depende disto.
Estou aprendendo, mas há muito a aprender. As interdisciplinas oferecidas nos semestres são muito provocadores e fazem-nos refletir sobre nossa ação pedagógica e nossa vida, sobre nossa relação com o mundo e com o que queremos para o futuro. Só conquistará seu espaço que for empreendedor, quem correr atrás, quem se arriscar.