segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Projetos de Aprendizagem

Ter idéias, ousar sobre elas, desenvolver projetos, criar hipóteses, argumentar, evidenciar, ter uma posição clara frente a outras, fazer projetos, participar de projetos... tudo isso não é utopia, é a mais pura realidade.
Os projeto de aprendizagem sugerem tudo isso e muito mais. Ele opoirtuniza uma investigação de nosas certezas, propicia um quebra de paradigmas internos.
Além de prazeroso e instigador,os projetos de aprendizagem são as novas estratégias de buysca do conhecimento.
Construimos o verdadeiro saber através de experiências em colaboração com demais pessoas que integram o grupo.

O resultado é pura aprendizagem!

Estudos Sociais

Uma das preocupações no ensino da Geografia referem-se a compreensão do mundo. Se vivemos no mundo, pela lógica, devemos cuidar dele, pois é nosso habitat natural.
Assim, nas escolas devemos nos preocupar em ensinar as crianças a compreender o mundo, obtendo informações sobre ele, descobrindo o mundo.
Também é necessário conhecer o espaço onde vivemos e qual é a nossa relação com a natureza. Preservando, prevenindo, reciclando e respeitando a natureza, só assim podemos conviver no mundo. dar aos alunos condições para que tenham uma formação para a cidadania onde eles próprios possam experimentar ações de respeito com a natureza e com a sociedade.
Assim podemos contribuir para que nossos alunos compreendam a realidade no seu conjunto e reflitam sobre as estratégias usadas para a conservação da natureza e para uma economia sustentável.

O papel da família no processo de construção do saber

"O tempo urge", "Não tenho tempo para ver cadernos", "Eu nunca aprendi direito", "Isso é papel da escola", "Para isto ele está na escola", "A professora é que deve corrigir".
Essas e muitas outras frases são ditas por pais. Ao meu ver, estão deixando toda a responsabilidade da aquisição do conhecimento e formação do indivíduo com a escola, com a professora. E se o filho reprovar a culpa recai sobre o professor e sobre a escola.
Assumir os encargos faz parte da educação familiar, também.
Participar da formação dos filhos é primordial.
Os pais precisam envolver-se mais com a aprendizagem dos filhos. Tirar tempo, contar histórias, olhar os cadernos e trabalhos, conversar com os filhos, ir até a escola sempre que puder.
Na turma que trabalho os pais vinham seguido para ver o andamento da aprendizagem. Em contra partida havia alguns casos que nunca apareceram. Inicia o ano, termina o ano, os filhos que dêem conta do riscado.
Pais e professores precisam estar unidos, mantendo um bom diálogo e conduzindo os filhos/educandos ao desenvolvimento de habilidades e competências.

Afetividade

Num processo de aprendizagem, a construção do conhecimento ocorre pela interação do sujeito com o mundo. Nesse processo há um intermediador, o professor, que faz a desequilibração dos saberes do aluno.
Tive um aluno que veio de uma sala paralela. No início foi muito conflitante. Ele não aceitava a troca e eu impunha-lhe mais regras, pois ele vinha já com rótulo de agressivo e perturbador.
À medida que o tempo foi passando, fomos nos conhecendo, nos descobrindo, criando vínculos afetivos. Então a aprendizagem começou a acontecer. Ele precisou sentir-se acolhido para responder com conhecimentos e respeito. Precisei chegar até ele, para que ele me desse as respostas que eu queria.

Aprendizagem

A aprendizagem se torna eficaz quando aquilo que se está sendo aprendido é vivenciado, experimentado.
Quando experimentamos algo, envolvemos os nossos sentidos, que traduzem tudo em aprendizagens.
A aprendizagem envolve a ação. a comunicação. o pensamento, a linguagem, dando significação ao objeto da aprendizagem.
Penso que não há idade certa para se aprender isto ou aquilo. Há oportunidades, momentos que devem ser mágicos para que a aprendizagem aconteça, onde o indivíduo experienciem e construam hipóteses, tirando conclusões sobre o que vivenciaram.

Valores, princípios, virtudes ... onde estão?

Lidamos, diariamente, com crianças que apresentam falta de limites, transgridem regras ... Em conversa com colegas professores, ouvimos: "a culpa é da família", "não há mais referência familiar, por isso este caos", "a culpa é da TV", "as crianças assistem os desenhos com lutas e querem fazer o mesmo na escola"...
O que fazer?
Na escola, tentamos ser mais rigorosos, impondo regras.
Pode ser um caminho, mas não resolve.
Na verdade, a escola, hoje precisa investir em educação moral(aquela que foi retirada dos currículos.
Ética, princípios, valores, virtudes foram, por nós, aprendidos em outras épocas, no entanto, fazem parte de nossa vida.
O bom senso nas relações socias não existe mais. Vemos a intolerância na mídia.
Por isso, precisamos resgatar estes temas e trazê-los para a escola.
Os temas transversais criados para tal, não estão sendo trabalhados nas escolas como deviam, logo, não surtiram o efeito.
Ives de La Taille, professor da USP defende: "que a escola ajude a formar pessoas capazes de resolver conflitos coletivamente, pautados pelo respeito e princípios discutidos pela sociedade".

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Estágio

O estágio com crianças do segundo ano foi importante, pois pude analisar como o sistema contribui ou não para que o trabalho docente ocorra em parceria com a escola.
O professor detém um conhecimento, fruto de suas buscas, leituras, cursos, experiências, trocas com os colegas e tantas outras ações. A escola deve subsidiar este trabalho, colaborando para que ele ocorra, através da infraestrutura, materiais diversos e apropriados, livros, etc. Ao mesmo tempo, o professor precisa de um apoio quanto ao seu trabalho, onde ele possa se sentir seguro quanto a realização de atividades que envolvam os espaços existentes na escola. A escola é um patrimônio de todos, é pública e por isso todos devem usufruir dela com responsabilidade. Estes espaços devem estar disponibilizados sem senões. Todo o trabalho bem planejado e organizado terá seu êxito, atingirá os objetivos que foram propostos para tal. Nas escola, em geral, há muitos conflitos.

Assim, um profissional que não está à frente de uma turma, não tem uma visão geral da mesma, um entendimento sobre os conflitos, sobre as vitórias. Apenas tem uma noção sobre o que lhe é contado. Nossos alunos trazem consigo muitas mazelas e que, por sentirem-se acolhidos é na escola que eles libertam suas dores. Isso deve ser bem entendido e trabalhado na turma e na escola.
Oportunizar momentos diferenciados aos alunos, onde esles possam ter contato com ferramentas diferentes de lápis e papel faz parte do tempo em que estamos vivendo.
Quem sabe se estas novas ferramentas possam contribuir para amenizar os conflitos que ocorrem na escola?