Vivemos numa sociedade que é caracterizada por sua complexidade e a escola é o local onde os fenômenos sociais e a diversidade são trabalhados, analisados e discutidos nas diferentes disciplinas. Desse modo, o educador se vê diante de diferentes desafios, entre os quais, o de encontrar o elo entre o desafio à lógica disciplinar e a sistematização dos conteúdos.
É necessário o diálogo entre as disciplinas, na construção dessa realidade.
Para dar conta da formação do cidadão do século XXI, a escola deve estar comprometida em propiciar, através de diversas linguagens, a construção do saber e do conhecimento, preparando o educando para a transformação do mundo.
Pela convivência com as diversas manifestações culturais, caracterizada pelas diversas crenças, costumes e valores espera-se que cada indivíduo passe a reconhecer e respeitar o direito do outro à diversidade. Nesse sentido, é necessário que o educador reconheça que a humanidade caracteriza-se pela produção da linguagem como sistema simbólico, tornando possível a construção de referências culturais, o desenvolvimento cognitivo e a formação de valores; que essa diversidade deve ser respeitada, em função da sua história de vida. É necessário que o educador perceba os educandos como cidadãos de hoje, indivíduos que participam em um mundo social, do qual a escola representa apenas uma de suas instâncias.
Isso envolve respeito com suas experiências de vida, sua linguagem e seus valores culturais, pois não existem conhecimentos que sejam melhores ou mais legítimos do que outros.
sábado, 22 de agosto de 2009
Pluralidade Cultural e formação docente
De acordo com as diretrizes dos PCNs, a escola deveria contribuir para que princípios constitucionais de igualdade fossem viabilizados, mediante ações em que a escola trabalharia com questões da diversidade cultural, indicando a necessidade de se conhecer e considerar a cultura dos diversos grupos étnicos.
Na área educacional, a desigualdade social dominou as preocupações de pesquisadores e educadores durante as décadas de 1960 a 1980 no Brasil. A partir da década de 1990, a questão da diferença se destacou, surgindo vários estudos e propostas de inovações sobre a Pluralidade Cultural e ressaltando a importância da formação de docentes nessa área.
Na dinâmica escolar observo a forma como docentes lidam com os conceitos discriminatórios podendo afirmar que tais políticas públicas ainda são institucionalmente incipientes e não provocam inclusões significativas na esfera escolar.
Acredito ser de suma importância essa formação de professores, pois penso que as escolas, ao não estarem atentas aos aspectos culturais e às relações raciais e desprivilegiarem debates sobre esse tema, acabam por adotar práticas e discursos que valorizam a desigualdade social.O conhecimento dessas questões podem nos ajudar a superar o medo e desprezo das diferenças raciais ainda presente na escola e na sociedade.
Entender essa complexidade é uma tarefa da Educação. É tarefa de uma escola que deseja ser cidadã e, por isso mesmo, não pode deixar de incluir a questão racial no seu currículo e na sua prática.
Na área educacional, a desigualdade social dominou as preocupações de pesquisadores e educadores durante as décadas de 1960 a 1980 no Brasil. A partir da década de 1990, a questão da diferença se destacou, surgindo vários estudos e propostas de inovações sobre a Pluralidade Cultural e ressaltando a importância da formação de docentes nessa área.
Na dinâmica escolar observo a forma como docentes lidam com os conceitos discriminatórios podendo afirmar que tais políticas públicas ainda são institucionalmente incipientes e não provocam inclusões significativas na esfera escolar.
Acredito ser de suma importância essa formação de professores, pois penso que as escolas, ao não estarem atentas aos aspectos culturais e às relações raciais e desprivilegiarem debates sobre esse tema, acabam por adotar práticas e discursos que valorizam a desigualdade social.O conhecimento dessas questões podem nos ajudar a superar o medo e desprezo das diferenças raciais ainda presente na escola e na sociedade.
Entender essa complexidade é uma tarefa da Educação. É tarefa de uma escola que deseja ser cidadã e, por isso mesmo, não pode deixar de incluir a questão racial no seu currículo e na sua prática.
Ética e Moral
ÉTICA
Um aspecto fundamental da existência humana é a formação de valores.
Ao elaborar princípios e regras que regulem o comportamento, a sociedade também aponta direitos, obrigações e deveres.
A partir das relações é que se estabelecem os valores.
Mas o que é valorizar? É dar valor a algo ou alguém, conforme nossas necessidades, desejos e condições.
Valorizar é uma relação harmoniosa com a natureza e com as pessoas, dando significado de importância.
Moral e Ética norteiam o comportamento humano.
A Moral está ligada aos valores relacionados ao bem e ao mal. A Ética está num patamar acima, tem a ver com a reflexão sobre a Moral.
Por isso podemos afirmar que nossas ações no dia-a-dia passam pela Moral, mas são iluminadas pela Ética.
Um aspecto fundamental da existência humana é a formação de valores.
Ao elaborar princípios e regras que regulem o comportamento, a sociedade também aponta direitos, obrigações e deveres.
A partir das relações é que se estabelecem os valores.
Mas o que é valorizar? É dar valor a algo ou alguém, conforme nossas necessidades, desejos e condições.
Valorizar é uma relação harmoniosa com a natureza e com as pessoas, dando significado de importância.
Moral e Ética norteiam o comportamento humano.
A Moral está ligada aos valores relacionados ao bem e ao mal. A Ética está num patamar acima, tem a ver com a reflexão sobre a Moral.
Por isso podemos afirmar que nossas ações no dia-a-dia passam pela Moral, mas são iluminadas pela Ética.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
ENTRE OS MUROS DA ESCOLA
Quando assisti ao filme, percebi que a distância geográfica não faz diferença no que tange a comportamentos e atitudes dos nossos jovens.
Tanto aqui como na França nos deparamos com várias situações conflitantes.
Nosso jovem não se conhece, não se ama. Por isso age de forma agressiva, tentando se defender de tudo que pensa ir de encontro a sua pessoa. Sem se dar conta, acaba entrando em conflito consigo mesmo.
Em sala de aula, ambiente prodigioso e cheio de oportunidades, podemos fazer com que nossos alunos se conheçam melhor e gostem do que são.
Pensamos sempre que os alunos são muito atrevidos, desrespeitosos quando rebatem nossas falas ou se mostram contrários ao nosso pensamento.
Mas nosso papel não é o de formar cidadão críticos, capazes de competir no mundo a fora?
Penso que François Marin foi sensível em certos aspectos, quando desacomodou seus alunos fazendo eles se conhecerem e se darem a conhecer.
Usou da sua disciplina o Francês para tocar a consciência dos alunos.
Também perdeu a cabeça, quando comparou as alunas a figuras vulgares.
Mas, será que ele estava tão errado assim? Não agüentamos ouvir verdades. Na realidade, somos acostumados a adular o ego um dos outros e quando se faz necessário usar de palavras mais bruscas, somos rechaçados como ofensores e desrespeitosos.
Dar-se conta que houve aprendizagem, querer lançar-se ao novo, ousar, para muitas pessoas é difícil,pois a cada nova aprendizagem supõe-se uma nova etapa a ser superada.
O que importa é que no final todos aprendemos alguma coisa, como no filme.
Tanto aqui como na França nos deparamos com várias situações conflitantes.
Nosso jovem não se conhece, não se ama. Por isso age de forma agressiva, tentando se defender de tudo que pensa ir de encontro a sua pessoa. Sem se dar conta, acaba entrando em conflito consigo mesmo.
Em sala de aula, ambiente prodigioso e cheio de oportunidades, podemos fazer com que nossos alunos se conheçam melhor e gostem do que são.
Pensamos sempre que os alunos são muito atrevidos, desrespeitosos quando rebatem nossas falas ou se mostram contrários ao nosso pensamento.
Mas nosso papel não é o de formar cidadão críticos, capazes de competir no mundo a fora?
Penso que François Marin foi sensível em certos aspectos, quando desacomodou seus alunos fazendo eles se conhecerem e se darem a conhecer.
Usou da sua disciplina o Francês para tocar a consciência dos alunos.
Também perdeu a cabeça, quando comparou as alunas a figuras vulgares.
Mas, será que ele estava tão errado assim? Não agüentamos ouvir verdades. Na realidade, somos acostumados a adular o ego um dos outros e quando se faz necessário usar de palavras mais bruscas, somos rechaçados como ofensores e desrespeitosos.
Dar-se conta que houve aprendizagem, querer lançar-se ao novo, ousar, para muitas pessoas é difícil,pois a cada nova aprendizagem supõe-se uma nova etapa a ser superada.
O que importa é que no final todos aprendemos alguma coisa, como no filme.
Marcadores:
Filosofia,
Psicologia,
Seminário Integrador VI
VALORES
Através dos valores expressamos nossas convicções e crenças em relação à vida e modo de ser.
Deste modo, percebemos que uma educação voltada para as transformações e mudanças necessita centrar-se nos princípios de igualdade, fraternidade e solidariedade, valorizando o indivíduo sem distinções ou discriminações, favorecendo o seu desenvolvimento integral.
Deste modo, percebemos que uma educação voltada para as transformações e mudanças necessita centrar-se nos princípios de igualdade, fraternidade e solidariedade, valorizando o indivíduo sem distinções ou discriminações, favorecendo o seu desenvolvimento integral.
HERANÇA
Os pais, na grande maioria, têm uma preocupação em construir um patrimônio para seus filhos.
Na realidade, os bens materiais são importantes para garantir nossa sobrevivência. Mas não é só isso.
Nada adianta ter bens materiais e não ter maturidade e responsabilidade para geri-los.
Quando adolescentes, nos caracterizamos por sermos materialistas e valorizar o imediatismo, buscando algum tipo de satisfação.
Nossa herança principal não são os bens materiais, mas as semelhanças físicas, a postura, as manias, os princípios e tantas outras características.
Além disso, recebemos valores que são eternos, pois jamais se dissiparão com o tempo, pelo contrário se perpetuarão de geração em geração.
O maior bem que os pais podem deixar para seus filhos é a educação através do exemplo positivo.
Mas como fazer isto?
Basta viver com dignidade, de forma correta, proporcionando as condições necessárias para que os filhos construam um futuro com base sólida.
Na realidade, os bens materiais são importantes para garantir nossa sobrevivência. Mas não é só isso.
Nada adianta ter bens materiais e não ter maturidade e responsabilidade para geri-los.
Quando adolescentes, nos caracterizamos por sermos materialistas e valorizar o imediatismo, buscando algum tipo de satisfação.
Nossa herança principal não são os bens materiais, mas as semelhanças físicas, a postura, as manias, os princípios e tantas outras características.
Além disso, recebemos valores que são eternos, pois jamais se dissiparão com o tempo, pelo contrário se perpetuarão de geração em geração.
O maior bem que os pais podem deixar para seus filhos é a educação através do exemplo positivo.
Mas como fazer isto?
Basta viver com dignidade, de forma correta, proporcionando as condições necessárias para que os filhos construam um futuro com base sólida.
INCLUSÃO SOCIAL
Devemos ter respeito com a inclusão social.
Nossa insegurança no trato com pessoas com Nees se dá pela falta de convivência.
Temos um longo caminho a trilhar nesse sentido. Não é o caso de aceitar, mas o que se pode fazer para ajudar? E como fazer?
São muitas as denominações que estas pessoas recebem: aleijado, ceguinho, Down, deficiente, excepcional, inválido, revelando preconceito.
Isso mostra que nossa sociedade determina quem pode conviver nela.
Quando nos referimos à inclusão, queremos dizer que é a sociedade que deve se adaptar a esta realidade.
O cuidado com o uso de termos que expressem as diferenças deve permear aspectos positivos, promovendo novas atitudes em relação a essas diferenças.
A limitação das pessoas não diminui seus direitos.
Todos são cidadãos e fazem parte da mesma sociedade.
Nossa insegurança no trato com pessoas com Nees se dá pela falta de convivência.
Temos um longo caminho a trilhar nesse sentido. Não é o caso de aceitar, mas o que se pode fazer para ajudar? E como fazer?
São muitas as denominações que estas pessoas recebem: aleijado, ceguinho, Down, deficiente, excepcional, inválido, revelando preconceito.
Isso mostra que nossa sociedade determina quem pode conviver nela.
Quando nos referimos à inclusão, queremos dizer que é a sociedade que deve se adaptar a esta realidade.
O cuidado com o uso de termos que expressem as diferenças deve permear aspectos positivos, promovendo novas atitudes em relação a essas diferenças.
A limitação das pessoas não diminui seus direitos.
Todos são cidadãos e fazem parte da mesma sociedade.
Assinar:
Postagens (Atom)
