quinta-feira, 17 de setembro de 2009

LIBRAS

Sempre pensei que a Língua de Sinais era natural das comunidades surdas, mas ao contrário são mímicas e gestos utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. São línguas com estruturas gramaticais próprias. Pesquisando mais percebi que também não eram somente gestos, mas que apresentavam níveis lingüísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico como na língua oral e escrita.
E o mais legal de tudo é que muitas pessoas podem se comunicar com outras através destes sinais, fazendo delas parte importante da sociedade, propiciando que as mesmas garantam seus direitos como cidadãs e participem de modo efetivo de decisões e também ajudando outras pessoas.

LINGUAGEM

QUEM fala, lê ou escreve?
O QUÊ fala, lê ou escreve?
ONDE/QUANDO/COMO fala, lê ou escreve?
Gostei do Power Point sobre Linguagem que nos faz refletir a cerca do locutor, do interlocutor e do enunciado.
As mensagens que nos são passadas, diariamente, são realizadas por pessoas ou encontradas em outdoors, placas, sinais, cores, imagens, dança, passeatas, ações de violência, celebrações religiosas, formas, mídia, etc.
Cada forma de linguagem utilizada contém um mensagem, podendo ser ela afirmativa, negativa, agressiva ou reflexiva, dependendo do contexto de onde ela parte. Há várias formas de dizer uma mesma mensagem, porém, da mesma forma, podemos interpretá-la diferentemente.
No ensino-aprendizagem, a forma de como os diálogos e comunicações se dão é importante, visto que palavras mal ditas podem incitar ações erradas.
Entender os papéis de cada um dentro da comunicação já é metade da compreensão da mensagem. Por isso reforço o papel da observação e do escutar na prática docente (e também na vida)para termos uma compreensão do todo, do mundo que nos envolve, qual a mensagem que está implícita em cada situação.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Eu tenho alunos com necessidades especiais, e agora?

Cada indivíduo possui necessidades educacionais peculiares, que devem ser observadas e trabalhadas pedagogicamente pelo professor, para que ele exerça seu papel quanto o acesso de seus educandos ao conhecimento e possa fazer a relação com a realidade social na qual estamos inseridos e que devemos transformar.
Entretanto, todo e qualquer aluno pode apresentar necessidades educacionais especiais, sendo estas ocasionais ou permanentes.
Quando falamos em necessidades educacionais especiais, tratamos das dificuldades particulares dos alunos, focalizando em primeira instância não o aluno propriamente dito, mas que resposta a escola pode oferecer a cada um, para promover a aprendizagem tão almejada.

Comumente atribuímos o fracasso escolar do aluno, exclusivamente a ele, ficando a escola livre da responsabilidade pela sua aprendizagem ou não aprendizagem. Então, o fracasso da criança passa a ser explicado através de diversas denominações e causas, como distúrbio, disfunções, problemas, dificuldades, carência, desnutrição, família desestruturada, dentre outras.
Se faz necessário um novo olhar sobre a identificação de alunos com necessidades especiais, bem como sobre as necessidades especiais que alguns alunos possam apresentar.
Igualmente, este novo olhar deve permear o papel da escola na produção do fracasso escolar e no encaminhamento de alunos para atendimentos especializados, dentre outras medidas adotadas na prática pedagógica.
O professor regente, de buscar ações educativas alternativas, calcadas em um processo de avaliação ampla e compreensiva, como condutor da ação docente, contando sim, com o apoio de professores especializados e de outros profissionais que venham agregar esforços em busca de melhores práticas educativas.

Pluralidade Cultural e Interdisciplinaridade

Vivemos numa sociedade que é caracterizada por sua complexidade e a escola é o local onde os fenômenos sociais e a diversidade são trabalhados, analisados e discutidos nas diferentes disciplinas. Desse modo, o educador se vê diante de diferentes desafios, entre os quais, o de encontrar o elo entre o desafio à lógica disciplinar e a sistematização dos conteúdos.
É necessário o diálogo entre as disciplinas, na construção dessa realidade.
Para dar conta da formação do cidadão do século XXI, a escola deve estar comprometida em propiciar, através de diversas linguagens, a construção do saber e do conhecimento, preparando o educando para a transformação do mundo.
Pela convivência com as diversas manifestações culturais, caracterizada pelas diversas crenças, costumes e valores espera-se que cada indivíduo passe a reconhecer e respeitar o direito do outro à diversidade. Nesse sentido, é necessário que o educador reconheça que a humanidade caracteriza-se pela produção da linguagem como sistema simbólico, tornando possível a construção de referências culturais, o desenvolvimento cognitivo e a formação de valores; que essa diversidade deve ser respeitada, em função da sua história de vida. É necessário que o educador perceba os educandos como cidadãos de hoje, indivíduos que participam em um mundo social, do qual a escola representa apenas uma de suas instâncias.

Isso envolve respeito com suas experiências de vida, sua linguagem e seus valores culturais, pois não existem conhecimentos que sejam melhores ou mais legítimos do que outros.

Pluralidade Cultural e formação docente

De acordo com as diretrizes dos PCNs, a escola deveria contribuir para que princípios constitucionais de igualdade fossem viabilizados, mediante ações em que a escola trabalharia com questões da diversidade cultural, indicando a necessidade de se conhecer e considerar a cultura dos diversos grupos étnicos.
Na área educacional, a desigualdade social dominou as preocupações de pesquisadores e educadores durante as décadas de 1960 a 1980 no Brasil. A partir da década de 1990, a questão da diferença se destacou, surgindo vários estudos e propostas de inovações sobre a Pluralidade Cultural e ressaltando a importância da formação de docentes nessa área.

Na dinâmica escolar observo a forma como docentes lidam com os conceitos discriminatórios podendo afirmar que tais políticas públicas ainda são institucionalmente incipientes e não provocam inclusões significativas na esfera escolar.

Acredito ser de suma importância essa formação de professores, pois penso que as escolas, ao não estarem atentas aos aspectos culturais e às relações raciais e desprivilegiarem debates sobre esse tema, acabam por adotar práticas e discursos que valorizam a desigualdade social.O conhecimento dessas questões podem nos ajudar a superar o medo e desprezo das diferenças raciais ainda presente na escola e na sociedade.
Entender essa complexidade é uma tarefa da Educação. É tarefa de uma escola que deseja ser cidadã e, por isso mesmo, não pode deixar de incluir a questão racial no seu currículo e na sua prática.

Ética e Moral

ÉTICA

Um aspecto fundamental da existência humana é a formação de valores.
Ao elaborar princípios e regras que regulem o comportamento, a sociedade também aponta direitos, obrigações e deveres.
A partir das relações é que se estabelecem os valores.
Mas o que é valorizar? É dar valor a algo ou alguém, conforme nossas necessidades, desejos e condições.
Valorizar é uma relação harmoniosa com a natureza e com as pessoas, dando significado de importância.
Moral e Ética norteiam o comportamento humano.
A Moral está ligada aos valores relacionados ao bem e ao mal. A Ética está num patamar acima, tem a ver com a reflexão sobre a Moral.
Por isso podemos afirmar que nossas ações no dia-a-dia passam pela Moral, mas são iluminadas pela Ética.