terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Um pouco de avaliação

A auto-avaliação é uma ação importante para todos.
Saber-se avaliar, por exemplo, qual foi meu comprometimento no processo de ensino-aprendizagem, o que fiz para levar o meu educando ao encontro do saber, fui negligente, fui seletista...
Após uma boa reflexão, podemos prosseguir a jornada com mais tranqüilidade, fazendo as modificações necessárias e buscando novas idéias.
Avaliamos as aprendizagens que o aluno construiu, sua interação com os outros e com a natureza.
Este tema é muito instigante, pelo fato de que, nunca estamos seguros quanto à avaliação que fazemos. Não podemos pensar só com a razão. Há todo um histórico, uma caminhada a ser analisada sobre os progressos dos alunos. O que pode impedir um processo normal é o ritmo de cada indivíduo. E isso deve estar bem claro para nós professores quanto para os pais. Os castigos provenientes de uma não aprendizagem podem prejudicar ainda mais o quadro que a criança apresenta.
Por isso, pais e professores devem estar sempre em contato para analisar os progressos das suas crianças, para entender e buscar juntos o sucesso dos mesmos.

Projeto Alfa e Beto de Alfabetização

Quando fizemos capacitação do Programa Alfa e Beto, aprendemos a trabalhar as habilidades e competências seguindo as instruções dadas.Junto com o material de apoio e estudo havia algumas bibliografias que tratavam sobre o método fônico e sobre a Psicologia Cognitiva da Leitura. Como recebemos este material, já havia iniciado o ano letivo e nós não tínhamos muito tempo para nos inteirarmos. Mesmo assim começamos a ler o material que era muito extenso por sinal. Quando ocorreu a escolha do assunto para o TCC, esta leitura se tornou mais aprofundada, pois precisava entender um programa que havia sido preparada para aplicar. No início pensava que o Programa Alfa e Beto tinha um método específico, que os textos apresentados eram ultrapassados, não tinha significação para a criança. Após essa leitura e estudo do que realmente se trata o Programa Alfa e Beto, compreendi como cada bloco de atividades aconteciam, o porquê dos textos. Na realidade o programa utiliza métodos renomados para cada competência trabalhada. O método fônico é utilizado para codificação e decodificação do sistema alfabético. À medida que a criança conhece as letras e os sons ela dá início a leitura de palavras por si própria. Assim para outras competências existem outros estudos que servem para abordar os conhecimentos, levando o aluno a descoberta de muitos saberes.

Frustração e Satisfação

Durante o meu estágio fiquei muito frustrada pelo fato de não poder usar o laboratório de informática com minha turma. Estávamos desenvolvendo um projeto sobre índios e tudo o que conseguimos, foi através de livros, revistas, figuras e informações trazidas de casa. Penso que o motivo tem a ver com a turma que apresentava, na época, alunos sem limites, desafiadores de normas. Os demais colegas também não utilizavam o laboratório e gostariam de fazê-lo. Então conversamos sobre a necessidade de utilizarmos o ambiente informatizado para que os alunos pudessem fazer novas descobertas e aprendessem a utilizar essa ferramenta. Foi o que aconteceu, com a ajuda da monitora o laboratório foi liberado para uso de todos.

Matemática sem emoção?

Sempre pensei que a matemática era uma disciplina estanque, sem emoção, 1+1=2 e pronto.
Durante minhas experiências na docência, nunca havia tido um aluno tão sedento por Matemática.
Sério, a Matemática corria nas veias dele.
Não era preferência por uma ou outra atividade de Matemática. Qualquer exercício que envolvesse números era fascinante para ele.
Na segunda-feira, após o recreio era o horário da Ed. Física da turma. Então se começássemos a aula com leitura e interpretação, mais algumas atividades de ortografia, por exemplo, já se foi o período antes do recreio. E o menino já reclamava: "Hoje não tem Matemática?" "Que droga!" Para não deixá-lo tão desanimado passava alguns cálculo envolvendo adição e subtração. Porém, mal acabava de passar a tarefa vinha ele com os cálculos para eu corrigir. Para ele a Matemática sempre terá emoção!

Ludicidade II

Outro aspecto da ludicidade é que num jogo, ela serve como um desafio para a criança. Vencer desafios está ligado as necessidades sócio-afetivas e a auto-realização. As regras das brincadeiras também exercem papel importante na formação da criança. São desafios com regras a cumprir, provocando na criança a vontade de vencer, de superar limites, com respeito aos participantes e às normas. A educação lúdica só é significativa se o professor estiver preparado para isso, se não for detentor de conhecimento, se não souber as regras do jogo, sua aula não será produtiva e prazerosa.

Ludicidade I

Dentro da alfabetização observei que a ludicidade exerceu um papel de articulação entre o educando e o conhecimento. Por ser uma atividade divertida e prazerosa na qual a acriança se envolve e é envolvida, a ludicidade desenvolve o raciocínio, o senso lógico e a criatividade, tornando a criança autônoma, crítica e capaz de expressar-se. Brincar faz parte da vida e deixa as pessoas mais felizes. Aliás, o brincar nos remete à aventura do saber. É uma ação pedagógica que facilita a aprendizagem, pois dá significação ao que se aprende.
O educando não se sente obrigado a realizar as tarefas lúdicas. Ele as faz com alegria e desejo. Divertindo-se o aluno participa e interage nas aulas, dinamizando o processo de aprendizagem.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Projetos de Aprendizagem

Ter idéias, ousar sobre elas, desenvolver projetos, criar hipóteses, argumentar, evidenciar, ter uma posição clara frente a outras, fazer projetos, participar de projetos... tudo isso não é utopia, é a mais pura realidade.
Os projeto de aprendizagem sugerem tudo isso e muito mais. Ele opoirtuniza uma investigação de nosas certezas, propicia um quebra de paradigmas internos.
Além de prazeroso e instigador,os projetos de aprendizagem são as novas estratégias de buysca do conhecimento.
Construimos o verdadeiro saber através de experiências em colaboração com demais pessoas que integram o grupo.

O resultado é pura aprendizagem!

Estudos Sociais

Uma das preocupações no ensino da Geografia referem-se a compreensão do mundo. Se vivemos no mundo, pela lógica, devemos cuidar dele, pois é nosso habitat natural.
Assim, nas escolas devemos nos preocupar em ensinar as crianças a compreender o mundo, obtendo informações sobre ele, descobrindo o mundo.
Também é necessário conhecer o espaço onde vivemos e qual é a nossa relação com a natureza. Preservando, prevenindo, reciclando e respeitando a natureza, só assim podemos conviver no mundo. dar aos alunos condições para que tenham uma formação para a cidadania onde eles próprios possam experimentar ações de respeito com a natureza e com a sociedade.
Assim podemos contribuir para que nossos alunos compreendam a realidade no seu conjunto e reflitam sobre as estratégias usadas para a conservação da natureza e para uma economia sustentável.

O papel da família no processo de construção do saber

"O tempo urge", "Não tenho tempo para ver cadernos", "Eu nunca aprendi direito", "Isso é papel da escola", "Para isto ele está na escola", "A professora é que deve corrigir".
Essas e muitas outras frases são ditas por pais. Ao meu ver, estão deixando toda a responsabilidade da aquisição do conhecimento e formação do indivíduo com a escola, com a professora. E se o filho reprovar a culpa recai sobre o professor e sobre a escola.
Assumir os encargos faz parte da educação familiar, também.
Participar da formação dos filhos é primordial.
Os pais precisam envolver-se mais com a aprendizagem dos filhos. Tirar tempo, contar histórias, olhar os cadernos e trabalhos, conversar com os filhos, ir até a escola sempre que puder.
Na turma que trabalho os pais vinham seguido para ver o andamento da aprendizagem. Em contra partida havia alguns casos que nunca apareceram. Inicia o ano, termina o ano, os filhos que dêem conta do riscado.
Pais e professores precisam estar unidos, mantendo um bom diálogo e conduzindo os filhos/educandos ao desenvolvimento de habilidades e competências.

Afetividade

Num processo de aprendizagem, a construção do conhecimento ocorre pela interação do sujeito com o mundo. Nesse processo há um intermediador, o professor, que faz a desequilibração dos saberes do aluno.
Tive um aluno que veio de uma sala paralela. No início foi muito conflitante. Ele não aceitava a troca e eu impunha-lhe mais regras, pois ele vinha já com rótulo de agressivo e perturbador.
À medida que o tempo foi passando, fomos nos conhecendo, nos descobrindo, criando vínculos afetivos. Então a aprendizagem começou a acontecer. Ele precisou sentir-se acolhido para responder com conhecimentos e respeito. Precisei chegar até ele, para que ele me desse as respostas que eu queria.

Aprendizagem

A aprendizagem se torna eficaz quando aquilo que se está sendo aprendido é vivenciado, experimentado.
Quando experimentamos algo, envolvemos os nossos sentidos, que traduzem tudo em aprendizagens.
A aprendizagem envolve a ação. a comunicação. o pensamento, a linguagem, dando significação ao objeto da aprendizagem.
Penso que não há idade certa para se aprender isto ou aquilo. Há oportunidades, momentos que devem ser mágicos para que a aprendizagem aconteça, onde o indivíduo experienciem e construam hipóteses, tirando conclusões sobre o que vivenciaram.

Valores, princípios, virtudes ... onde estão?

Lidamos, diariamente, com crianças que apresentam falta de limites, transgridem regras ... Em conversa com colegas professores, ouvimos: "a culpa é da família", "não há mais referência familiar, por isso este caos", "a culpa é da TV", "as crianças assistem os desenhos com lutas e querem fazer o mesmo na escola"...
O que fazer?
Na escola, tentamos ser mais rigorosos, impondo regras.
Pode ser um caminho, mas não resolve.
Na verdade, a escola, hoje precisa investir em educação moral(aquela que foi retirada dos currículos.
Ética, princípios, valores, virtudes foram, por nós, aprendidos em outras épocas, no entanto, fazem parte de nossa vida.
O bom senso nas relações socias não existe mais. Vemos a intolerância na mídia.
Por isso, precisamos resgatar estes temas e trazê-los para a escola.
Os temas transversais criados para tal, não estão sendo trabalhados nas escolas como deviam, logo, não surtiram o efeito.
Ives de La Taille, professor da USP defende: "que a escola ajude a formar pessoas capazes de resolver conflitos coletivamente, pautados pelo respeito e princípios discutidos pela sociedade".

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Estágio

O estágio com crianças do segundo ano foi importante, pois pude analisar como o sistema contribui ou não para que o trabalho docente ocorra em parceria com a escola.
O professor detém um conhecimento, fruto de suas buscas, leituras, cursos, experiências, trocas com os colegas e tantas outras ações. A escola deve subsidiar este trabalho, colaborando para que ele ocorra, através da infraestrutura, materiais diversos e apropriados, livros, etc. Ao mesmo tempo, o professor precisa de um apoio quanto ao seu trabalho, onde ele possa se sentir seguro quanto a realização de atividades que envolvam os espaços existentes na escola. A escola é um patrimônio de todos, é pública e por isso todos devem usufruir dela com responsabilidade. Estes espaços devem estar disponibilizados sem senões. Todo o trabalho bem planejado e organizado terá seu êxito, atingirá os objetivos que foram propostos para tal. Nas escola, em geral, há muitos conflitos.

Assim, um profissional que não está à frente de uma turma, não tem uma visão geral da mesma, um entendimento sobre os conflitos, sobre as vitórias. Apenas tem uma noção sobre o que lhe é contado. Nossos alunos trazem consigo muitas mazelas e que, por sentirem-se acolhidos é na escola que eles libertam suas dores. Isso deve ser bem entendido e trabalhado na turma e na escola.
Oportunizar momentos diferenciados aos alunos, onde esles possam ter contato com ferramentas diferentes de lápis e papel faz parte do tempo em que estamos vivendo.
Quem sabe se estas novas ferramentas possam contribuir para amenizar os conflitos que ocorrem na escola?
Cursar a Faculdade a distância foi uma experiência muito interessante, que transformou muitos dos nossos comportamentos. Posturas errôneas que faziam parte do nosso dia a dia, foram aos poucos cedendo lugar à práticas mais polidas quanto ao estudo, à troca de experiências, ouvir o outro, colaborar com o outro, organizar o trabalho. levar os educando a organizarem-se também. Com certeza, nada ficara igual após este curso.
Antoine de Saint-Exupéry, em Acaso, nos agracia com a seguinte mensagem:


"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "

Realmente, levaremos para a vida todos os momentos presenciais e virtuais.
Foi muito bom! Não apenas trocamos conhecimentos, mas fizemos amigos.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Detectando dificuldades de aprendizagem

Meu maior desafio como professora é assegurar que todos os alunos dominem as competências básicas do programa de ensino para o ano em que se encontram.
Não se trata de passar o conteúdo previsto, é preciso que os alunos aprendam.
Uma das dificuldades que alguns alunos encontram é aprender a ler. Para isto é necessário que o aluno compreenda o princípio alfabético, isto é, ter desenvolvido a consciência fonêmica. A Consciência fonêmica nada mais é do que o desenvolvimento de uma consciência fonológica aliada a um nível adequado de linguagem e vocabulário.
Na verdade o que acontece é é que alguns alunos dificuldades para aprender o código alfabético: codificar e decodificar palavras.Também podendo confundir letras e sons.
Fico atenta, observando os alunos nas suas iniciatitivas. Procuro desenvolver atividades que trabalhem o erro do aluno, conversar muito, propondo desafios.
Na turma onde atuo, encontrei outro fator que dificultavam o desenvolvimento de alguns dos alunos: falta de visão. Um dos casos já está solucionado e o outro está em andamento.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Observações e Ponderações

Quando estou na sala de aula com meus alunos, passando atividades, explicando, corrigindo,observo os alunos e suas ações e reações.
Por que há alunos que se dedicam, gostam de escrever, realizar as atividades. Há aqueles ainda que tem sede de saber. São rápidos e buscam mais e mais, precisando às vezes freá-los. Esses vão auxiliando os colegas mais atrasados.
Tem aqueles que vão fazendo aos poucos, param, conversam, trocam idéias, continuam suas atividades e terminam. Mas ainda temos os alunos que fazem de tudo pra não fazer as tarefas, pedem para tomar água, para ir ao banheiro, reclamam de um ou outro colega que estão encomodando-os, ou que estão sem lápis, sem borracha, estão com dor de cabeça, e assim vai por aí a fora. São crianças que gostam de brincar e se divertir, porém quando chega na hora de fazer as atividades, não flui.
Com uma turma tão heterogênea, busco fazer a diferença atendendo todos da melhor forma. Preciso contar com a ajuda dos pais, respaldando a realização das tarefas de casa, mas isso também não acontece no geral. Estou no ritmo do "rebolation" pra ver se dou conta, rsrsrs...
A amizade, o afeto eu já tenho deles, preciso aos poucos ir contornando essas pequenas grandes barreiras que se fazem presentes na vida deles e, que dificultam a aprendizagem, o sentir-se livre para voar, ousar, aprender.

domingo, 4 de abril de 2010

Desafios

Na turma onde leciono há vários alunos que apresentam TDAH. Então considero um desafio ensinar, problematizar, estimular, provocar a curiosidade, a necessidade e o prazer em aprender a ler e escrever. Há dois repetentes na turma. Um deles com problemas fonológicos. Também, há aqueles que não se desenvolveram como deveriam no Programa Alfa e Beto, vindos das outras duas turmas existentes e uns sete alunos da minha turma. Ao todo são quatorze crianças que precisam ser recuperadas numa turma de trinta educandos. Penso que o Programa é bom e pode ser desenvolvido, porém só através da ludicidade podemos recuperar esse atraso no desenvolvimento cognitivo desses pequenos.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Hiperatividade e falta de atenção

De todas as situações que ocorrem na escola, o TDHA (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade)vem ganhando espaço nas escolas. E não são resolvidos ou ou amenizados os casos existentes, visto que, há uma fila enorme para atendimento via município e os pais não percebem a necessidade deste auxílio ou não tem como custear o tratamento.
Crianças bem ativas, agitadas ou distraídas frequentam as nossas salas de aula. Isto interfere na vida e no desenvolvimento normal delas.
A família deveria ser parceira na busca da solução para estes casos.
O professor tenta de todas as maneiras ajudar, mas o efeito não é o mesmo.
À medida que a criança vai crescendo, o seu desenvolvimento cognitivo não acompanha, ocorrem muitos conflitos nas relações familiares e socias. Um por falta de concentração, outro por falta de atenção. E agora professor?

terça-feira, 23 de março de 2010

Descobrindo limitações, propondo superações

Na turma encontramos crianças com características distintas. Temos os sem limites, os que não acompanham, pois não copiam, são desatentos e desorganizados. Temos os que copiam as atividades, porém estão no meio do processo, adquirindo autonomia na leitura. E ainda, aqueles que leem e realizam com muita rapidez as atividades.
Precisa haver um bom jogo de cintura para dar conta de todos. Os novos não foram muito bem recebidos por alguns, que já faziam parte da turma. Mas aos poucos eles vão se conhecendo e se adaptando a nova realidade. Na turma há dois afro-descendentes. Uma menina já estava na turma e o menino chegou este ano. Ele falta muito as aulas.
Todas essas observações servirão de base para uma estratégia de trabalho.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Estágio 2010/1

Meu pbwiki é http://marialucia164240.pbworks.com


Vou realizar meu estágio com uma turma de 2° ano, dando continuidade ao Projeto Alfa e Beto, iniciado no ano anterior.
A turma era de vinte e um alunos. Hoje estamos em vinte e nove crianças.
Há dois repetentes de 1ª série e nove alunos que não completaram as etapas do programa.
Nesta estamos trabalhando o nome completo. Também estamos descobrindo preferências e dados sobre a vida das crianças. Posteriormente faremos gráficos.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Papel do Professor

Quando da nossa formação, no Ensino Médio, para o Magistério das séries iniciais, a preocupação que tínhamos e que nos foi passada sobre a importância da Didática no processo ensino-aprendizagem. Vencer os conteúdos, manter a disciplina da turma, ter autoridade...
Passamos por diversos governos e ideologias. E aprendemos com todas.
Hoje, analisando o contexto, vejo que o professor não é um mero transmissor de conhecimento. O aluno no processo educacional é visto como um fator essencial para a construção do conhecimento, e não só como um mero recebedor de conteúdos. A busca pelo saber não está ligado tão somente ao ato de ouvir, copiar e fazer exercícios. Se pensarmos sobre este aspecto, os alunos devem permanecer calados e quietos em suas carteiras, entretanto, não é o que ocorre sempre.
É fundamental a participação ativa dos alunos na apropriação do conhecimento, na troca com os colegas, na desacomodação promovida pelo professor.
O ato educativo envolve o conhecimento prévio, toda a bagagem anterior do educando e o que ele faz com os novos subsídios acrescidos na escola.
Outra questão que deve ser levada em conta é sobre o despertar da criticidade no aluno. Ao envolver-se com assuntos políticos, sociais e culturais que existem no meio em que vive, interage com os colegas e forma opinião.
O professor como sujeito da história deve estar engajado a todas essas questões. Não adianta o professor usar de demagogia na sua prática ele deve ser verdadeiro, visando uma prática transformadora. Os alunos devem sentir o comprometimento do professor dentro do processo de ensino. Por isso dizemos que o professor é um formador de opiniões e não apenas um transmissor de conhecimentos.